• Conheça as Novas Regras De Reprodução Assistida Definidas pelo Conselho Federal de Medicina – Resolução n. 2.168/17.

    Não existem leis no Brasil para temas relacionados a Reprodução Assistida, apenas regulamentações do Conselho Federal de Medicina. Leia a seguir alguns temas que foram contemplados na nova resolução:

    -Preservação de Fertilidade: Tanto pacientes sem problemas reprodutivos como pacientes que terão a fertilidade prejudicada por conta de tratamentos oncológicos ou outras doenças poderão recorrer a congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos (p. ex. tecido ovariano);

    -Útero de substituição: Até o momento, apenas mãe, avó, irmã, tia e prima poderiam ceder seu útero para uma paciente sem condições de engravidar, agora filha e sobrinha também podem;

    -Gestação Compartilhada: O documento considera os casos em que o embrião é obtido através da fecundação do óvulo de uma mulher e transferido para o útero da sua parceira, mesmo que não exista diagnóstico de infertilidade;

    -Doação voluntária de gametas: A Resolução também abriu a possibilidade para mulheres doarem óvulos voluntariamente para outras pacientes, pois a doação de espermatozoides pelos homens já era contemplada;

    -A idade máxima para ser doador de óvulos ou espermatozoides é de 35 anos para mulheres e 50 anos para homens;

    -No caso de transferência de embriões para o útero, não podem se submeter ao procedimento mulheres acima de 50 anos. Exceções devem ser justificadas pelo médico assistente que deverá ser embasar sua decisão e comprovar que a interessada está ciente dos riscos de uma gestação com mais de 50 anos;

    -Tempo de descarte de embriões congelados: Baixou de 5 para 3 anos. O descarte pode ser autorizado tanto voluntariamente pelos casais como em casos de abandono, pela clínica de reprodução assistida (muitas vezes, a clínica tem dificuldade em entrar em contato com os pacientes que congelaram material genético). Após 3 anos, embriões podem ser utilizados para pesquisas científicas.

  • Dra. Fernanda Pacheco, participou, recentemente, de uma imersão sobre Endometriose no Congresso da Sociedade Americana de Reprodução Humana, em San Antonio-Texas, trazendo algumas novidades sobre o assunto. Confira, aqui, algumas informações que podem ser úteis para quem tenta engravidar, ou apresenta sintomas, como os descritos no item 9:

    1. 1:8 casais apresentam infertilidade e 30% deles não apresentam uma causa aparente;
    2. 30-50% dos casos de Infertilidade sem causa aparente são causados por endometriose não diagnosticada;
    3. Hereditário-50% do risco é genético;
    4. Afeta 10% das mulheres, 176 milhões de mulheres afetadas no mundo;
    5. Diagnóstico mais comum em mulheres inférteis e a causa mais comum de falha de fertilização in vitro;
    6. Causa importante de câncer de ovário;
    7. Provavelmente inicia na vida intra-útero, ou após algum procedimento médico;
    8. Em média, há um atraso de 11 anos no diagnóstico de endometriose (médicos e pacientes tendem a achar que os sintomas são normais);
    9. Sintomas: dor pélvica, cólicas menstruais e no período de ovulação, dor na relação sexual, sintomas gastrointestinais e urinários, dor de cabeça, na lombar, nas pernas, escape menstrual, etc;
    10. Novas formas de diagnóstico, além da videolaparoscopia;
    11. Tratamento multidisciplinar para controle da dor: Meditação, mindfulness, terapia cognitivo-comportamental, acupuntura, atividade física, alimentação saudável (dieta do Medityerrâneo).
    12. Diminuir Glúten, pesticidas, álcool, carne vermelha e cafeína; suplemento de vitaminas, Ômega-3, Turmeric*, probióticos; dieta Mediterrânea.

    Fontes: ASRM2017-Pre-Congress Program-PC06-Endometriosis:  Medical Overview, Old and New Diagnostics, Psychological Support Interventions, Nutritional Guidelines, and Best Care Practices

    *https://www.healthline.com/nutrition/top-10-evidence-based-health-benefits-of-turmeric

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