• Preservação de Fertilidade no Câncer de Mama

    Você sabia que aproximadamente 10% dos cânceres de mama são diagnosticados em pacientes com menos de 40 anos? E que a quimioterapia utilizada no tratamento pode diminuir a fertilidade? Somado a isto, temos que considerar a idade da paciente no diagnóstico do câncer (a idade, por si só, diminui o número de óvulos), o número de filhos que deseja e qual o tempo e tipo de tratamento após a quimioterapia (fará radioterapia? Outras medicações? Geralmente, os oncologistas recomendam que a paciente fique 2 anos sem gestar após o tratamento).

    Você sabia que as evidências mostram que a gestação após o tratamento do câncer de mama não piora o prognóstico da doença e que pode até ser favorável?

    Por estas razões que a estimulação ovariana com coleta de óvulos pode preservar a fertilidade destas pacientes e dar a possibilidade de uma gestação saudável após o tratamento do câncer de mama. No entanto, a estimulação ovariana nestas pacientes deve ser especial; existem várias diferenças em relação às demais pacientes que congelam óvulos ou fazem fertilização in vitro:

    1. O estímulo ovariano e coleta de óvulos é realizado, geralmente, entre a cirurgia e início da quimioterapia, o que demora em média 6 semanas. Trabalho científico mostrou que poderíamos fazer até 2 ciclos de estimulação ovariana com segurança. Cada ciclo requer aproximadamente 11 dias de uso de injeções subcutâneas, que você mesma aplica em casa. Em geral, iniciamos com as medicações no segundo dia da menstruação, mas como, neste caso, é uma Emergência, podemos começar em qualquer período (o que demanda um maior controle ecográfico e hormonal);
    2. Pacientes com diagnóstico de câncer podem ter o número de óvulos diminuído;
    3. O protocolo de estimulação é diferente e deve conter um inibidor da aromatase –medicamento utilizado em alguns casos de câncer de mama e que impede o aumento do estrogênio, hormônio que alimenta o câncer de mama;
    4. O crescimento folicular e maturação dos óvulos pode ser diferente com o uso concomitante do inibidor da aromatase;
    5. Deve se ter cautela rigorosa para evitar a síndrome do hiperestímulo ovariano, que é uma complicação dos medicamentos injetáveis utilizados para o crescimento dos folículos e coleta dos óvulos. Esta complicação pode ser de leve (em que se manifesta por desconforto e distensão abdominal) a grave (podendo levar a internação hospitalar, o que retardaria o início da quimioterapia-e isto não se quer de maneira alguma!);
    6. O uso de Zoladex com quimioterapia (usado na tentativa de proteger os ovários da agressão da quimioterapia) em uma paciente previamente estimulada para Congelamento de Óvulos também pode causar hiperestímulo! CUIDADO!
    7. Esta pode ser a última chance desta paciente ter óvulos saudáveis, então a coleta de todos os folículos e a atenção para congelar o maior número de óvulos é muito importante!

    Mais dúvidas? Agende uma consulta com

    Dra. Fernanda Pacheco, CREMERS 27276 – Research Fellow da NY Medical College em Preservação de Fertilidade

    Texto: Dra. Fernanda Pacheco

     Fontes:

    1.Safety of pregnancy following breast cancer diagnosis: a meta-analysis of 14 studies. Azim HA JrSantoro LPavlidis NGelber SKroman NAzim HPeccatori FA. Eur J Cancer. 2011 Jan;47(1):74-83

    1. ASCO, 2017: Pregnancy After Breast Cancer Does Not Increase Chance of Recurrence.
    2. Oktay K, Bedoschi G, Pacheco F, Turan V, Emirdar V. First pregnancies, live birth, and in vitro fertilization outcomes after transplantation of frozen-banked ovarian tissue with a human extracellular matrix scaffold using robot-assisted minimally invasive surgery. Am J Obstet Gynecol. 2016 Jan;214(1):94

     

     

     

     

     

  • No Caderno Donna deste fim-de-semana: preservação de fertilidade no câncer de mama

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    Estamos no Caderno Donna deste fim-de-semana: Especial Outubro Rosa, alertando sobre a preservação da fertilidade (congelamento de óvulos/embriões) antes da quimioterapia no câncer de mama.

    Você sabia que 10% dos cânceres de mama ocorrem em mulheres com menos de 40 anos? E que a quimioterapia pode causar menopausa precoce? E que uma gestação é segura após a recuperação da doença? E que você pode preservar a fertilidade antes da quimioterapia com o congelamento de óvulos/embriões/tecido ovariano para o futuro, após cura da doença?

    Podemos ajudar a avaliar o risco de uma quimioterapia afetar a sua fertilidade e na preservação.

  • Detecção de Síndrome de Down e outras alterações fetais pelo sangue materno

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    Você sabia que temos 23 pares de cromossomos, incluindo os sexuais que podem ser XX para meninas e XY para meninos? Dentro dos cromossomos estão os genes que determinam nossas características, funções biológicas, nossa saúde, desenvolvimento… Portanto a falta (monossomia), deleção ou presença de um cromossomo extra (trissomias) provocam problemas de saúde nos seres humanos.

    Hoje em dia, existem testes que detectam o DNA (ou carga genética) fetal no sangue materno a partir da décima semana de gestação. Maravilhoso, não? Poder descartar Síndrome de Down, Edwards, Patau, Turner, Klinefelter e outras apenas com amostra do sangue materno e junto detectar o sexo fetal com precisão*.

    Estes exames estão especialmente indicados para casais que apresentam risco aumentado para tais alterações, como nos extremos de idade, alterações em gestações prévias, anomalias detectadas em ecografia ou exames de I trimestre.

    Claro que os testes não excluem todos os problemas que podem estar presentes no bebê, nem mesmo possuem precisão de 100%, mas detectam as principais alterações genéticas. Casos positivos devem ser confirmados com amniocentese (extração percutânea do liquido amniótico) ou biópsia de vilo corial.

    Coletamos estes exames aqui na clínica, enviamos para São Paulo/EUA e o resultado vem em até 10 dias úteis.

    Agendamento pelos fones: +55 51 3012.0558/ whats: +55 51 9512.0558

    falecom@classiclinica.com.br

     

    *exceto no caso de gestações gemelares

  • Endometriose – como suspeitar?

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    Sintomas que fazem você suspeitar de endometriose (doença que afeta mulheres na idade reprodutiva e pode ocasionar dor e infertilidade):

    -Cólicas menstruais fortes;

    -Sangramento menstrual intense;

    -Dor na relação sexual;

    -Sangramento após relação sexual;

    -Cisto ovariano;

    -Infertilidade;

    -Síndrome do instestino irritável;

    -Dor pélvica difusa, mesmo fora do period menstrual.

    Converse com seu ginecologista sobre estes sintomas.

  • Recomendações sobre a Vacina contra o HPV

    Sumário de Recomendações

    • É crucial que obstetras-ginecologistas e outros profissionais de saúde eduquem pais, parentes e pacientes quanto aos benefícios e segurança da vacinação contra HPV. O HPV está relacionado com condilomas (crista-de-galo ou verrugas) genitais e o que é pior, a vários tipos de cânceres: colo uterino, vaginal, vulvar, anal, peniano, de oro-faringe. Também pode passar da mãe para o bebê durante o parto e causar verrugas na oro-faringe do recém nascido.
    • O Centro de controle e Prevenção de doenças (CDC) e o Colégio Americano de Ginecologia recomendam a vacinação de rotina em meninas e meninos.
    • O alvo para vacinação: meninas e meninos entre 11-12 anos. (Quando se desenvolve maior proteção e atinge adolescentes que ainda não iniciaram atividade sexual). Mas se a vacina não for feita nesta idade, ainda é recomendado fazer até os 26 anos.
    • A vacinação é recomendada mesmo para quem já teve relação sexual e contato com HPV. Embora, possa ser menos efetiva em indivíduos sexualmente ativos, parece haver algum benefício, pois a exposição sexual a todos os genotipos que estão presentes na vacina é improvável. As vacinas diponíveis no Brasil: Cervarix (ativa contra os genotipos 16 e 18) e Gardasil (6,11, 16, 18). Nos EUA, já existe a vacina 9-valente, Gardasil-9 (contra os genotipos 6,11,16,18, 31, 33, 45, 52, 58).
    • Teste de DNA para HPV (genotipagem, captura híbrida) não é recomendado antes da vacinação, pois ainda se o teste for positive, a vacinação ainda é recomendada.
    • Mais de 60 milhões de doses da vacina contra HPV já foi realizada no mundo e não se notou efeito adverso grave relacionado a vacina. Pessoas que já tenham tido alergia grave relacionada a qualquer componente da vacina, ou à própria vacina, não devem fazê-la.
    • Contra-indicada em gestantes.
    • Não é contra-indicada em pacientes imunodeprimidos, como os portadores de HIV, mas a resposta imunológica pode ser diminuída.
    • De acordo com o CDC, se a cobertura da vacinação aumentar para 80%, é estimado que 53 mil casos de cancer cervical possa ser prevenido durante a vida destes jovens abaixo de 12 anos. Além disto, por cada ano que esta cobertura não aumenta, um adicional de 4.400 mulheres irão desenvolver cancer de colo uterino.

    Texto Dra Fernanda Pacheco, CRM/RS: 27276

    • Fonte: http://www.acog.org/Resources_And_Publications/Committee_Opinions/Committee_on_Adolescent_Health_Care/Human_Papillomavirus_Vaccination
  • Tudo o que você precisa saber sobre DIU de Cobre

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    Tenho notado na prática clínica uma tendência pela procura de DIUs não hormonais, os de cobre. As pacientes vêm indicadas por nutricionistas, nutrólogos, cardiologistas que indicam o método como uma medida para redução de peso, retenção hídrica, diminuição da pressão arterial, do risco de trombose, etc…ou pela simples vontade de sentir seu corpo sem a influência de hormônios.

    Historicamente, havia uma preocupação a respeito do maior risco de infecção pélvica nas usuárias de DIU, principalmente, entre mulheres jovens e sem filhos, pois estas infecções, ocasionadas por bactérias sexualmente transmissíveis, como gonorreia e clamídia, podem causar infertilidade, gestação ectópica, etc. E são justamente as mulheres jovens com atividade sexual e com vários parceiros que estão no grupo de maior risco para DSTs (PS: o uso de camisinha evita a ascensão de bactérias para o útero e pélvis). No entanto, trabalhos recentes mostram que esta preocupação pode não ser mais relevante graças ao desenvolvimento de dispositivos mais modernos, assim como o rastreamento e tratamento das infecções. Tanto que hoje em dia, o DIU é considerado um dos métodos de escolha entre adolescentes pela Sociedade Americana de Pediatria e Ginecologia devido a sua alta eficácia (0,8% das usuárias engravidaram no primeiro ano de uso típico x 8% entre as usuárias da pílula), baixa taxa de falha (imagina que a pílula pode ser tomada de forma inadequada, ser esquecida, inativada pelo uso de antibióticos, não ser absorvida no caso de vômitos, ou diarreia; enquanto o DIU, se normoposicionado, não sofre tais influências; mas atentar que anti-inflamatórios e tetraciclinas podem diminuir seu efeito). Mas lembrar que nenhum método é 100% eficaz contra gestação, nem mesmo a ligadura das trompas!

    Contra-indicações ao DIU de Cobre: Doenças que diminuem a imunidade, como AIDS, ou diabetes, uso crônico de corticoesteróides; tendênicia a anemia e/ou sangramento aumentado; defeitos das válvulas do coração; DST conhecida, suspeita de gravidez, câncer de útero ou colo, citopatológico alterado, malformação uterina…

    O principal mecanismo do DIU de Cobre é interferir na atuação dos espermatozoides e óvulos antes mesmo da fertilização.

    Existe um pequeno risco de perfuração uterina na inserção do DIU (0,1-0,3%) ou infecção nas primeiras semanas após (0,4%). A inserção pode ser feita em consultório ou no Hospital com anestesia geral, mas geralmente, a dor é tolerável e ocorre principalmente durante a colocação, que dura alguns segundos (algumas pessoas sentem um pouco de cólica nos primeiros dias, o que pode ser controlado com medicação).

    78% das mulheres usuárias de DIU permaneceram com o método após 1 ano de uso, ou seja, estavam satisfeitas (este número é de 68% entre as usuárias de pílula). 14% destas mulheres quiseram retirar o DIU por sangramento intenso ou dor e 6% acabaram expulsando o DIU durante o primeiro ano de uso. O DIU poderá se deslocar após as menstruações (geralmente, nas 3 primeiras após a inserção) ou após ressonância magnética, eletroterapia. Para averiguar se o DIU continua no local, a própria paciente pode se tocar e sentir o fio do DIU, ou realizar ecografia transvaginal. Durante a menstruação o fluxo pode ser mais intenso e doloroso.

    O DIU de cobre dura de 5-10 anos e a remoção geralmente é simples, feita no consultório, mas em alguns casos pode precisar ser retirada no Hospital com anestesia geral, devido à subida do fio para o colo, incrustamento do DIU no útero ou quebra do dispositivo (raro).

    Claro que o melhor método anticoncepcional é aquele que melhor se adapta ao seu caso e conversar com seu ginecologista sobre os métodos disponíveis é essencial.

    Texto de Dra Fernanda Pacheco-Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana

     

  • EXERCÍCIOS QUE AUXILIAM A EVITAR A PERDA DE URINA.

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    A perda involuntária de urina é uma queixa muito frequente entre a população feminina, principalmente após a menopausa.

    Quando há um aumento da pressão abdominal, decorrente da realização de exercícios físicos, tosse, espirro, etc, pode haver escape de urina.

    Os principais fatores de risco para que isso aconteça são: menopausa, gestação, queda das paredes vaginais (“bexiga caida”), obesidade, tabagismo ou outras doenças que levem à tosse crônica.

    O controle dos fatores de risco, bem como o reforço da chamada “musculatura do assoalho pélvico”, através de exercícios específicos, que promovam o aumento do tônus dessa musculatura, tem um papel importante na manutenção da capacidade de controlar a perda urinária advinda dessas situações.

    Texto do Dr. Heleodoro Corrêa Pinto, médico da Classiclínica, membro da Sociedade Iternacional de Uroginecologia e atua há varios anos na prevenção e tratamento das disfunções do assoalho pélvico.

     

     

  • Saúde da Mulher – Exames e práticas Preventivas

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    Prevenção de Câncer: Os 5 tipos mais comuns em mulheres, fora câncer de pele que não melanoma, segundo o Instituto nacional do Câncer* são câncer de mama, cólon e reto, pulmão, colo e corpo uterino

    Exame Citopatológico ou Papanicolau: anualmente para prevenção do câncer de colo uterino. Iniciar após os 21 anos, ou após a primeira relação sexual. Detecta lesões iniciais provocadas pelo HPV, doença sexualmente transmissível que pode levar ao câncer de colo uterino. Este tipo de neoplasia é a segunda mais comum, entre as mulheres. Colposcopia auxilia no diagnóstico precoce de lesões no colo uterino. É um complemento ao anterior.

    Mamografia e Ecografia Mamária: Ajuda na detecção precoce do câncer de mama. Realizada  basal aos 35 anos e depois, anualmente, após os 40 anos. Devem ser feitas antes dependendo da história familiar para a doença. A ecografia mamária é um complemento à Mamografia para casos de mamas densas, prótese mamária, diferenciação de nódulos vistos em Mamografia. Além disto, recomenda-se exame clínico anual da mama e auto-exame mensal.

    Colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes: Deve ser realizada em mulheres acima de 50 anos, ou antes, dependendo da história familiar. Previne o câncer colorretal.

    Cuidar da pele para evitar câncer de pele. Uso de filtro solar, evitar horários críticos do sol.

    Todos os episódios de sangramento vaginal após a menopausa devem ser investigados.

    Evitar tabagismo.

    Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e doenças Infecciosas: Abstinência sexual, redução do número de parceiros, uso de camisinha. Exames laboratoriais específicos dependendo de fatores de risco. Estar em dia com vacinas (HPV, Hepatite B, tétano, gripe, … consultar o calendário de vacinação adequado para você).

    Prevenção de Osteopenia, Osteoporose e Fraturas: Densitometria Óssea: Detecta a diminuição da densidade mineral óssea que pode levar a fraturas. É recomendada na menopausa ou antes se uso crônico de corticóide ou outro medicamento ou condição que interfira na massa óssea

    Prevenção de Doença Cardíaca Coronariana (Angina, Infarto), AVC (Derrame) e Vasculares: O risco aumenta com a idade e em pessoas com fatores de risco (Hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo e história familiar). Vale a pena um check-up cardiológico.

    *(http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/sintese-de-resultados-comentarios.asp). Estes dados diferem conforme a região do Brasil.

     

  • Preservação da fertilidade

    1. Mulheres Solteiras
    As pacientes solteiras têm a opção de congelar seus óvulos após estimulação ovariana por aproximadamente 11 dias e punção do ovário com a coleta dos óvulos para posterior congelamento. Estes óvulos podem ficar em nitrogênio líquido por tempo indeterminado. Quando a mulher optar por usá-los, eles serão descongelados e fertilizados (com sêmen do parceiro ou banco de sêmen) em laboratório para posterior transferência embrionária. Também poderão ser descartados, se assim desejar a paciente.

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  • Planejando a gravidez

    Planejando a gravidez
    O casal deve procurar seu ginecologista/obstetra antes de interromper o método anticoncepcional com o objetivo de checar sua saúde, seus hábitos de vida, realizar exames. A mulher também será orientada a tomar ácido fólico e vitaminas de acordo com suas necessidades. Desta forma, os futuros pais garantem saúde para si e para o bebê.

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