• 12 coisas que você precisa saber sobre o Implanon®

    12 coisas que você precisa saber sobre o ImplanonⓇ

    1 – O que é o ImplanonⓇ?

    O ImplanonⓇ é um método contraceptivo. Consiste em um bastão de 4 cm que se aplica no subcutâneo da parte interna do braço, perto do cotovelo.

    2 – Como funciona o ImplanonⓇ?

    O dispositivo do ImplanonⓇ libera um hormônio progestagênio, o etonorgestrel que impede a ovulação.

    3 – Vantagens do ImplanonⓇ?

    -Comodidade;
    -Método contraceptivo mais seguro do mundo, mais do que laqueadura tubarea;
    -Melhora cólicas menstruis;
    -Melhora os sintomas de TPM.

    4 – O ImplanonⓇ engorda?

    O uso do ImplanonⓇ não apresentou diferença no ganho de peso quando comparado ao uso do DIU de Cobre.
    Além disto, assim como o MirenaⓇ, não diminui testosterona e; portanto, não interfere na massa muscular. O problema é que as mulheres, com a idade engordam em média 500 g/ano, mesmo que mantenham a mesma dieta e frequência de atividade física.

    5 – Adolescentes podem usar o ImplanonⓇ?

    Sim. Inclusive, atualmente, os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração, como o ImplanonⓇ, MirenaⓇ e os DIUs de cobre, são considerados a primeira escolha nesta faixa etária devido a redução significativa de gestações indesejáveis e o baixo índice de complicações (Estudo CHOICE, 2012).

    6 – Mulheres amamentando podem usar o ImplanonⓇ?

    Sim. O ImplanonⓇ não interfere com a amamentação. Além disto, estas mulheres costumam tolerar muito bem o método.

    7 – O ImplanonⓇ é mais seguro que a pílula anticoncepcional?

    Sim, o ImplanonⓇ é o método mais seguro do mundo. O índice de falha é de 0,025% ao ano, enquanto o da pílula é de até 8% ao ano.

    8 – Quais as contraindicações para o uso do ImplanonⓇ?

    Gestação e câncer de mama.

    9 – Quais os principais efeitos adversos do ImplanonⓇ?

    -Acne em 10% das usuárias de ImplanonⓇ, mas de fácil tratamento;
    -Sangramento menstrual frequente e irregular, principalmente nos primeiros 6 meses de uso do ImplanonⓇ (tratáveis). Depois, 22% das mulheres não menstruarão e 76% terão sangramento favorável;
    -Cefaléia e mastalgia (nas 6 primeiras semanas/transitórios);
    -Cistos ovarianos transitórios e benignos (achados casuais em ecografias, em geral, não causam dor);

    10 – Dói para inserir o ImplanonⓇ?

    Tanto a inserção como a remoção são feitas em consultório e requerem apenas anestesia local.

    11 – Quanto tempo dura o ImplanonⓇ?

    3 anos

    12 – Custos do ImplanonⓇ?

    Varia bastante, entre 1.500 a 4.000 Reais. Os estudos de fármaco-economia demonstraram que o ImplanonⓇ tem custo menor que as pílulas anticoncepcionais. Os convênios não costumam disponibilizar o ImplanonⓇ.

  • 14 coisas que você deve saber sobre o Mirena®

    14 coisas que você deve saber sobre o Mirena®

    1 – O que é o MirenaⓇ?

    O MirenaⓇ é um pequeno DIU que libera um hormônio progestagênico chamado levonorgestrel dentro da cavidade uterina. Pequena quantidade de levonorgestrel é absorvida na corrente sanguínea, 20 μg diariamente no primeiro ano e 10 μg/dia após.

    2 – Como funciona o MirenaⓇ?

    O MirenaⓇ engrossa o muco cervical impedindo a passagem de espermatozoides; inibe que os espermatozoides alcancem o óvulo e afina o endométrio.

    3 – Quais as vantagens do MirenaⓇ?

    -Um dos métodos contraceptivos mais seguros do mundo. Índice de falha de apenas 0,2% ao ano;

    -Comodidade;

    -Reduz sangramento menstrual e pode até ocasionar completa ausência de menstruação, mais comum após 1 ano de uso;

    -Também indicado para o crescimento excessivo da linha endometrial durante terapia hormonal.

    4 – Como será minha menstruação com o uso do MirenaⓇ?

    A maioria das usuárias de MirenaⓇ ou não menstruam, ou tem leve sangramento em borra de café 1 x/mês.

    5 – O MirenaⓇ engorda?

    Não. A quantidade de hormônio liberada por dia na corrente sanguínea é mínima. Além disto, não interfere nos níveis de testosterona.

    6 – Adolescentes podem usar o MirenaⓇ?

    Sim. Inclusive, atualmente, os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração, como o MirenaÆ, os DIUs de cobre e o ImplanonÆ são considerados a primeira escolha nesta faixa etária devido a redução significativa de gestações indesejáveis e o baixo índice de complicações (Estudo CHOICE, 2012).

    7 – Mulheres que nunca engravidaram podem inserir o MirenaⓇ?

    Sim. O risco de doença inflamatória da pelve, que poderia ocasionar infertilidade, em usuárias de MirenaⓇ é de menos de 1%.

    8 – Mulheres amamentando podem usar o MirenaⓇ?

    Sim. O MirenaⓇ pode ser inserido após 6 semanas do parto. O MirenaⓇ não corta a produção de leite, mas mulheres que amamentam podem ter um risco maior tanto na inserção uterina do MirenaⓇ como de expulsão do MirenaⓇ.

    9 – O MirenaⓇ é mais seguro que a pílula anticoncepcional?

    Sim. Enquanto a falha contraceptiva da pílula anticoncepcional é de até 8% ao ano, no uso típico, a do MirenaⓇ é de apenas 0,2% ao ano.

    10 – Quais as contraindicações para o uso do MirenaⓇ?

    Miomas que distorcem a cavidade uterina, gestação, alguns tipos de câncer, sangramento uterino anormal sem diagnóstico, infecção pélvica, infecções recorrentes.

    11 – Quais os principais efeitos adversos do MirenaⓇ?

    -Sintomas decorrentes de má inserção do MirenaⓇ, expulsão do MirenaⓇ;

    -Dor de cabeça;

    -Acne, mas tem tratamento;

    -Cistos ovarianos que geralmente desaparecem sozinhos;

    -Corrimento genital;

    -Sangramento uterino e escapes podem ocorrer nos primeiros 3-6 meses e permanecerem irregulares. No entanto, com o tempo, os fluxos menstruais tendem a ser mais leves e espaçados, ou até mesmo, desaparecerem.

    12 – Dói para inserir o MirenaⓇ?

    Sim, a inserção do MirenaⓇ ocasiona cólicas, mas estas duram de 20-30 segundos. Em geral, a inserção no consultório médico é bem tolerada, mas há a possibilidade de ser inserido com sedação no hospital.

    13 – Quanto tempo dura o MirenaⓇ?

    5 anos, mas alguns estudos recentes apontam que o MirenaⓇ parece ter efeito por até 7 anos.

    14 – Custos do MirenaⓇ?

    Varia bastante, mas aproximadamente, de 1.500 a 4 mil Reais com o aparelho. Alguns convênios autorizam a inserção.

  • Método anticoncepcional de longa duração: Implanon

     

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    O Implanon, implante de 5 cm aplicado embaixo da pele do braço, , é um método contraceptivo que inibe a ovulação e dura 3 anos. As únicas contra-indicações são câncer de mama e gestação. Taxa de continuidade (aceitação) de 83 % em 1 ano, similar ao DIU. Apresenta 0.05 falhas em 100 pacientes/ano, ou seja, é muitíssimo seguro. Melhora cólicas menstruais (resolvida em 77% e reduzida em 6%). Não apresentou diferença de ganho de peso comparado ao DIU de Cobre. Infelizmente, quanto a isto, estudo americano revelou que as mulheres ganham aproximadamente 500 g/ano independentemente do método anticoncepcional, sem mudança de exercício físico nem dieta. Aproximadamente 35% das usuárias relataram melhora da vida sexual 1 ano após a inserção.

    A reverão do método (retorno da fertilidade) leva em torno de duas semanas após a remoção.

     

    Efeitos adversos:

    – Cefaléia e mastalgia (nas 6 primeiras semanas/transitórios);

    – Sangramento irregular (22% não menstruarão, sendo que 76% terão sangramento favorável, que significa de amenorreia a sangramento normal). Os sangramentos desfavoráveis podem ser manejados com medicações e tendem a melhorar em 6 meses;

    – Cistos ovarianos transitórios e benignos (achados casuais em ecografias, não causam dor);

    – Acne (tratável).

     

    A eficácia pode diminuir com alguns medicamentos: Efavirenz (tratamento para AIDS), Rifampicina (tratamento de tuberculose) e anticonvulsivantes, como a Carbamazepina.

     

    Tanto a inserção como a remoção são feitas em consultório e requerem apenas anestesia local. Os estudos de fármaco-economia demonstraram que tem custo menor que as pílulas anticoncepcionais.

  • Tudo o que você precisa saber sobre DIU de Cobre

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    Tenho notado na prática clínica uma tendência pela procura de DIUs não hormonais, os de cobre. As pacientes vêm indicadas por nutricionistas, nutrólogos, cardiologistas que indicam o método como uma medida para redução de peso, retenção hídrica, diminuição da pressão arterial, do risco de trombose, etc…ou pela simples vontade de sentir seu corpo sem a influência de hormônios.

    Historicamente, havia uma preocupação a respeito do maior risco de infecção pélvica nas usuárias de DIU, principalmente, entre mulheres jovens e sem filhos, pois estas infecções, ocasionadas por bactérias sexualmente transmissíveis, como gonorreia e clamídia, podem causar infertilidade, gestação ectópica, etc. E são justamente as mulheres jovens com atividade sexual e com vários parceiros que estão no grupo de maior risco para DSTs (PS: o uso de camisinha evita a ascensão de bactérias para o útero e pélvis). No entanto, trabalhos recentes mostram que esta preocupação pode não ser mais relevante graças ao desenvolvimento de dispositivos mais modernos, assim como o rastreamento e tratamento das infecções. Tanto que hoje em dia, o DIU é considerado um dos métodos de escolha entre adolescentes pela Sociedade Americana de Pediatria e Ginecologia devido a sua alta eficácia (0,8% das usuárias engravidaram no primeiro ano de uso típico x 8% entre as usuárias da pílula), baixa taxa de falha (imagina que a pílula pode ser tomada de forma inadequada, ser esquecida, inativada pelo uso de antibióticos, não ser absorvida no caso de vômitos, ou diarreia; enquanto o DIU, se normoposicionado, não sofre tais influências; mas atentar que anti-inflamatórios e tetraciclinas podem diminuir seu efeito). Mas lembrar que nenhum método é 100% eficaz contra gestação, nem mesmo a ligadura das trompas!

    Contra-indicações ao DIU de Cobre: Doenças que diminuem a imunidade, como AIDS, ou diabetes, uso crônico de corticoesteróides; tendênicia a anemia e/ou sangramento aumentado; defeitos das válvulas do coração; DST conhecida, suspeita de gravidez, câncer de útero ou colo, citopatológico alterado, malformação uterina…

    O principal mecanismo do DIU de Cobre é interferir na atuação dos espermatozoides e óvulos antes mesmo da fertilização.

    Existe um pequeno risco de perfuração uterina na inserção do DIU (0,1-0,3%) ou infecção nas primeiras semanas após (0,4%). A inserção pode ser feita em consultório ou no Hospital com anestesia geral, mas geralmente, a dor é tolerável e ocorre principalmente durante a colocação, que dura alguns segundos (algumas pessoas sentem um pouco de cólica nos primeiros dias, o que pode ser controlado com medicação).

    78% das mulheres usuárias de DIU permaneceram com o método após 1 ano de uso, ou seja, estavam satisfeitas (este número é de 68% entre as usuárias de pílula). 14% destas mulheres quiseram retirar o DIU por sangramento intenso ou dor e 6% acabaram expulsando o DIU durante o primeiro ano de uso. O DIU poderá se deslocar após as menstruações (geralmente, nas 3 primeiras após a inserção) ou após ressonância magnética, eletroterapia. Para averiguar se o DIU continua no local, a própria paciente pode se tocar e sentir o fio do DIU, ou realizar ecografia transvaginal. Durante a menstruação o fluxo pode ser mais intenso e doloroso.

    O DIU de cobre dura de 5-10 anos e a remoção geralmente é simples, feita no consultório, mas em alguns casos pode precisar ser retirada no Hospital com anestesia geral, devido à subida do fio para o colo, incrustamento do DIU no útero ou quebra do dispositivo (raro).

    Claro que o melhor método anticoncepcional é aquele que melhor se adapta ao seu caso e conversar com seu ginecologista sobre os métodos disponíveis é essencial.

    Texto de Dra Fernanda Pacheco-Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana

     

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