• Recomendações sobre a Vacina contra o HPV

    Sumário de Recomendações

    • É crucial que obstetras-ginecologistas e outros profissionais de saúde eduquem pais, parentes e pacientes quanto aos benefícios e segurança da vacinação contra HPV. O HPV está relacionado com condilomas (crista-de-galo ou verrugas) genitais e o que é pior, a vários tipos de cânceres: colo uterino, vaginal, vulvar, anal, peniano, de oro-faringe. Também pode passar da mãe para o bebê durante o parto e causar verrugas na oro-faringe do recém nascido.
    • O Centro de controle e Prevenção de doenças (CDC) e o Colégio Americano de Ginecologia recomendam a vacinação de rotina em meninas e meninos.
    • O alvo para vacinação: meninas e meninos entre 11-12 anos. (Quando se desenvolve maior proteção e atinge adolescentes que ainda não iniciaram atividade sexual). Mas se a vacina não for feita nesta idade, ainda é recomendado fazer até os 26 anos.
    • A vacinação é recomendada mesmo para quem já teve relação sexual e contato com HPV. Embora, possa ser menos efetiva em indivíduos sexualmente ativos, parece haver algum benefício, pois a exposição sexual a todos os genotipos que estão presentes na vacina é improvável. As vacinas diponíveis no Brasil: Cervarix (ativa contra os genotipos 16 e 18) e Gardasil (6,11, 16, 18). Nos EUA, já existe a vacina 9-valente, Gardasil-9 (contra os genotipos 6,11,16,18, 31, 33, 45, 52, 58).
    • Teste de DNA para HPV (genotipagem, captura híbrida) não é recomendado antes da vacinação, pois ainda se o teste for positive, a vacinação ainda é recomendada.
    • Mais de 60 milhões de doses da vacina contra HPV já foi realizada no mundo e não se notou efeito adverso grave relacionado a vacina. Pessoas que já tenham tido alergia grave relacionada a qualquer componente da vacina, ou à própria vacina, não devem fazê-la.
    • Contra-indicada em gestantes.
    • Não é contra-indicada em pacientes imunodeprimidos, como os portadores de HIV, mas a resposta imunológica pode ser diminuída.
    • De acordo com o CDC, se a cobertura da vacinação aumentar para 80%, é estimado que 53 mil casos de cancer cervical possa ser prevenido durante a vida destes jovens abaixo de 12 anos. Além disto, por cada ano que esta cobertura não aumenta, um adicional de 4.400 mulheres irão desenvolver cancer de colo uterino.

    Texto Dra Fernanda Pacheco, CRM/RS: 27276

    • Fonte: http://www.acog.org/Resources_And_Publications/Committee_Opinions/Committee_on_Adolescent_Health_Care/Human_Papillomavirus_Vaccination
  • Tudo o que você precisa saber sobre DIU de Cobre

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    Tenho notado na prática clínica uma tendência pela procura de DIUs não hormonais, os de cobre. As pacientes vêm indicadas por nutricionistas, nutrólogos, cardiologistas que indicam o método como uma medida para redução de peso, retenção hídrica, diminuição da pressão arterial, do risco de trombose, etc…ou pela simples vontade de sentir seu corpo sem a influência de hormônios.

    Historicamente, havia uma preocupação a respeito do maior risco de infecção pélvica nas usuárias de DIU, principalmente, entre mulheres jovens e sem filhos, pois estas infecções, ocasionadas por bactérias sexualmente transmissíveis, como gonorreia e clamídia, podem causar infertilidade, gestação ectópica, etc. E são justamente as mulheres jovens com atividade sexual e com vários parceiros que estão no grupo de maior risco para DSTs (PS: o uso de camisinha evita a ascensão de bactérias para o útero e pélvis). No entanto, trabalhos recentes mostram que esta preocupação pode não ser mais relevante graças ao desenvolvimento de dispositivos mais modernos, assim como o rastreamento e tratamento das infecções. Tanto que hoje em dia, o DIU é considerado um dos métodos de escolha entre adolescentes pela Sociedade Americana de Pediatria e Ginecologia devido a sua alta eficácia (0,8% das usuárias engravidaram no primeiro ano de uso típico x 8% entre as usuárias da pílula), baixa taxa de falha (imagina que a pílula pode ser tomada de forma inadequada, ser esquecida, inativada pelo uso de antibióticos, não ser absorvida no caso de vômitos, ou diarreia; enquanto o DIU, se normoposicionado, não sofre tais influências; mas atentar que anti-inflamatórios e tetraciclinas podem diminuir seu efeito). Mas lembrar que nenhum método é 100% eficaz contra gestação, nem mesmo a ligadura das trompas!

    Contra-indicações ao DIU de Cobre: Doenças que diminuem a imunidade, como AIDS, ou diabetes, uso crônico de corticoesteróides; tendênicia a anemia e/ou sangramento aumentado; defeitos das válvulas do coração; DST conhecida, suspeita de gravidez, câncer de útero ou colo, citopatológico alterado, malformação uterina…

    O principal mecanismo do DIU de Cobre é interferir na atuação dos espermatozoides e óvulos antes mesmo da fertilização.

    Existe um pequeno risco de perfuração uterina na inserção do DIU (0,1-0,3%) ou infecção nas primeiras semanas após (0,4%). A inserção pode ser feita em consultório ou no Hospital com anestesia geral, mas geralmente, a dor é tolerável e ocorre principalmente durante a colocação, que dura alguns segundos (algumas pessoas sentem um pouco de cólica nos primeiros dias, o que pode ser controlado com medicação).

    78% das mulheres usuárias de DIU permaneceram com o método após 1 ano de uso, ou seja, estavam satisfeitas (este número é de 68% entre as usuárias de pílula). 14% destas mulheres quiseram retirar o DIU por sangramento intenso ou dor e 6% acabaram expulsando o DIU durante o primeiro ano de uso. O DIU poderá se deslocar após as menstruações (geralmente, nas 3 primeiras após a inserção) ou após ressonância magnética, eletroterapia. Para averiguar se o DIU continua no local, a própria paciente pode se tocar e sentir o fio do DIU, ou realizar ecografia transvaginal. Durante a menstruação o fluxo pode ser mais intenso e doloroso.

    O DIU de cobre dura de 5-10 anos e a remoção geralmente é simples, feita no consultório, mas em alguns casos pode precisar ser retirada no Hospital com anestesia geral, devido à subida do fio para o colo, incrustamento do DIU no útero ou quebra do dispositivo (raro).

    Claro que o melhor método anticoncepcional é aquele que melhor se adapta ao seu caso e conversar com seu ginecologista sobre os métodos disponíveis é essencial.

    Texto de Dra Fernanda Pacheco-Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana

     

  • MATERNIDADE NA MATURIDADE

    gravidez na maturidade

    Um delicioso misto de surpresa com encantamento, foi como recebi a notícia da gravidez aos 40 anos. Extremamente focada na vida profissional e mais preparada para o declínio do período convencionado para a vida reprodutiva feminina e para o climatério, despertei para a percepção do meu corpo feminino, silenciosamente pronto para uma nova gestação.

    Me descobri deslumbrantemente mulher viçosa e renovada.

    A preocupação com a qualidade dos meus óvulos e a saúde do bebê era constante. Realizei os exames necessários para conhecer as condições da gestação, incluindo amniocentese para descartar cromossomopatias. Assim, conforme o feto foi se desenvolvendo e os exames vindo normais, fiquei livre para me entregar totalmente ao prazer da nova oportunidade (17 anos após a gestação anterior) de ver e sentir a capacidade e as transformações de meu corpo na passagem dos nove meses.

    Trabalhei com vitalidade e energia até o dia anterior ao parto. Com a obstetra que me acompanhou durante o pré-natal, optei pelo parto normal, pois querida uma recuperação mais rápida e tranquila conforme experiência anterior. No entanto, não tive as contrações suficientes e para evitar o sofrimento intrauterino do bebê, o parto se deu por cesárea.

    Neste momento, com maior estabilidade, formação profissional e trabalho consolidado, conhecimento e sabedoria adquirida por inúmeras vivencias, viagens e relacionamentos, a maternidade aos 40 anos significava uma nova oportunidade profunda e feminina de existir. As inseguranças, ansiedades e culpas, muito marcantes na mãe que fui aos 23 anos não se apresentavam mais para atrapalhar o prazer dos cuidados diários e da convivência com o “serzinho” que solicitava minha atenção.

    Ser Mãe é uma interação continua e complexa de solicitações, necessidades e expectativas geradas e resultantes pelo sentir, pensar e agir, para as quais nós mulheres nem sempre estamos totalmente preparadas, embora haja a pressão cultural do instinto  natural de prontidão e prazer pela maternidade.

    Portanto, minha experiência de maternidade na maturidade, me faz crer que quanto mais buscamos e avançamos na conquista da realização dos objetivos de vida pessoal, social, amorosa, profissional…, vivenciando as perdas e ganhos da ousadia de SER, maior será a tranquilidade e paz de espirito para ESTAR COMO MÃE.

     

  • EXERCÍCIOS QUE AUXILIAM A EVITAR A PERDA DE URINA.

    Incontinência-urinária 

    A perda involuntária de urina é uma queixa muito frequente entre a população feminina, principalmente após a menopausa.

    Quando há um aumento da pressão abdominal, decorrente da realização de exercícios físicos, tosse, espirro, etc, pode haver escape de urina.

    Os principais fatores de risco para que isso aconteça são: menopausa, gestação, queda das paredes vaginais (“bexiga caida”), obesidade, tabagismo ou outras doenças que levem à tosse crônica.

    O controle dos fatores de risco, bem como o reforço da chamada “musculatura do assoalho pélvico”, através de exercícios específicos, que promovam o aumento do tônus dessa musculatura, tem um papel importante na manutenção da capacidade de controlar a perda urinária advinda dessas situações.

    Texto do Dr. Heleodoro Corrêa Pinto, médico da Classiclínica, membro da Sociedade Iternacional de Uroginecologia e atua há varios anos na prevenção e tratamento das disfunções do assoalho pélvico.

     

     

  • Saúde da Mulher – Exames e práticas Preventivas

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    Prevenção de Câncer: Os 5 tipos mais comuns em mulheres, fora câncer de pele que não melanoma, segundo o Instituto nacional do Câncer* são câncer de mama, cólon e reto, pulmão, colo e corpo uterino

    Exame Citopatológico ou Papanicolau: anualmente para prevenção do câncer de colo uterino. Iniciar após os 21 anos, ou após a primeira relação sexual. Detecta lesões iniciais provocadas pelo HPV, doença sexualmente transmissível que pode levar ao câncer de colo uterino. Este tipo de neoplasia é a segunda mais comum, entre as mulheres. Colposcopia auxilia no diagnóstico precoce de lesões no colo uterino. É um complemento ao anterior.

    Mamografia e Ecografia Mamária: Ajuda na detecção precoce do câncer de mama. Realizada  basal aos 35 anos e depois, anualmente, após os 40 anos. Devem ser feitas antes dependendo da história familiar para a doença. A ecografia mamária é um complemento à Mamografia para casos de mamas densas, prótese mamária, diferenciação de nódulos vistos em Mamografia. Além disto, recomenda-se exame clínico anual da mama e auto-exame mensal.

    Colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes: Deve ser realizada em mulheres acima de 50 anos, ou antes, dependendo da história familiar. Previne o câncer colorretal.

    Cuidar da pele para evitar câncer de pele. Uso de filtro solar, evitar horários críticos do sol.

    Todos os episódios de sangramento vaginal após a menopausa devem ser investigados.

    Evitar tabagismo.

    Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e doenças Infecciosas: Abstinência sexual, redução do número de parceiros, uso de camisinha. Exames laboratoriais específicos dependendo de fatores de risco. Estar em dia com vacinas (HPV, Hepatite B, tétano, gripe, … consultar o calendário de vacinação adequado para você).

    Prevenção de Osteopenia, Osteoporose e Fraturas: Densitometria Óssea: Detecta a diminuição da densidade mineral óssea que pode levar a fraturas. É recomendada na menopausa ou antes se uso crônico de corticóide ou outro medicamento ou condição que interfira na massa óssea

    Prevenção de Doença Cardíaca Coronariana (Angina, Infarto), AVC (Derrame) e Vasculares: O risco aumenta com a idade e em pessoas com fatores de risco (Hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo e história familiar). Vale a pena um check-up cardiológico.

    *(http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/sintese-de-resultados-comentarios.asp). Estes dados diferem conforme a região do Brasil.

     

  • Preservação da fertilidade

    1. Mulheres Solteiras
    As pacientes solteiras têm a opção de congelar seus óvulos após estimulação ovariana por aproximadamente 11 dias e punção do ovário com a coleta dos óvulos para posterior congelamento. Estes óvulos podem ficar em nitrogênio líquido por tempo indeterminado. Quando a mulher optar por usá-los, eles serão descongelados e fertilizados (com sêmen do parceiro ou banco de sêmen) em laboratório para posterior transferência embrionária. Também poderão ser descartados, se assim desejar a paciente.

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  • Planejando a gravidez

    Planejando a gravidez
    O casal deve procurar seu ginecologista/obstetra antes de interromper o método anticoncepcional com o objetivo de checar sua saúde, seus hábitos de vida, realizar exames. A mulher também será orientada a tomar ácido fólico e vitaminas de acordo com suas necessidades. Desta forma, os futuros pais garantem saúde para si e para o bebê.

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  • Dra. Fernanda Pacheco participa de pesquisa que devolve às mulheres na menopausa a capacidade de gestar

    AJOG-2015.001

    Co-autora de artigo sobre transplante de ovário publicado em uma das principais revistas americanas de Ginecologia e Obstetrícia. É com grande satisfação que compartilho trabalho em que fui co-autora juntamente com o grupo do Dr. Kutluk Oktay MD, PhD com quem trabalhei por mais de 1 ano na NYMC, EUA.

    O trabalho é um artigo original sobre duas pacientes de 23 anos que tiveram menopausa precoce após altas doses de quimioterapia. As pacientes tiveram um de seus ovários congelado antes do tratamento quimioterápico e retransplantado junto ao ovário remanescente 7 e 11 anos após, respectivamente (quando consideradas curadas da doença de base).

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  • Sushi e frutos do mar na gestação

    Devido às perguntas frequentes das minhas pacientes quanto ao tema, a enchurrada de informação na internet e a recomendação contraditória de colegas, resolvi dar uma revisada na literatura científica. Constatei que existem poucos artigos sobre o tema.

    No entanto, artigos científicos revelam que mais de 30 diferentes parasitas, principalmente lombrigas, tênias, virus e Salmonella podem ser adquiridos de peixes e/ou frutos do mar e que estes alimentos são responsáveis por mais de 18 milhões de infecções humanas no mundo.

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